nehcit

Friday, November 10, 2006

Núcleo de História da Ciência e da Técnica
NEHCIT

HISTÓRICO

A Universidade Federal de Ouro Preto constituiu-se ao longo de sua história como um dos focos pioneiros de formação científica no Brasil. Às primeiras escolas de Farmácia e de Minas, vieram reunir-se outros institutos e faculdades em meio a acervos e bibliotecas que guardam preciosos registros da memória do ensino e da pesquisa científica no país.
Em 24/10/1999, foi criado o NEHCIT com o objetivo de impulsionar pesquisas, fomentar discussões e projetos relativos à história da ciência e da técnica, estabelecendo intercâmbio acadêmico com núcleos, associações e pesquisadores de áreas afins. Criado pelos professores Dra. Myriam Bahia Lopes e Dr. Henrique Soares Carneiro, em 2006 o NEHCIT passa a pertencer a Escola de Arquitetura da UFMG; ele é aberto à participaçãode todos os alunos, docentes e pesquisadores interessados em desenvolver atividades de pesquisa e de ensino.

QUESTÕES EM PERFIL

À história das ciências, disciplina com larga tradição entre historiadores, filósofos e epistemólogos, se soma, nas últimas décadas, um novo domínio, o da história das técnicas. Se a identificação da história com o progresso e o enfoque teleológico sobre o qual ela se apóia já havia sido amplamente criticado nas ciências humanas, não o havia sido, na história das "ciências duras": física, matemática, química, para citarmos três exemplos (Citamos o pioneiro trabalho de Michel Serres e mais recentemente, o de Ilya Prigogine e Isabelle Stengers. Nas ciências biológicas mencionamos a importante reflexão conceitual de Georges Canguilhem e Michel Foucault). Os historiadores da técnica (Bruno Latour, Woolgar, Shapin, dentre outros) se lançam nesta empresa e usam os instrumentos de pesquisa fornecidos pelas ciências humanas: análise do discurso e de imagens, etnografia, filologia para acompanhar o processo de produção da ciência e da técnica, do laboratório aos livros de divulgação e agências financiadoras de pesquisa. Este enfoque aniquila o discurso tecnocrático da neutralidade e da universalidade da técnica e mostra "na ciência em ação" como a técnica é fruto de opções políticas, sociais e econômicas. Neste percurso os historiadores realizam a transdisciplinaridade, o confronto de metodologias, estabelecendo um diálogo com disciplinas diversas para melhor analisar os seus respectivos objetos de estudo. Distanciando-se de uma linhagem da epistemologia que denuncia a incompatibilidade da metáfora e do raciocínio analógico com o discurso racional ocidental, é o próprio fundamento da divisão entre discurso ficcional e discurso científico que é objeto da análise crítica dos historiadores da técnica.

http://nehcit.cjb.net

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